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PARE DE PAGAR SEU FINANCIAMENTO DE IMÓVEL E INGRESSE COM AÇÃO JUDICIAL.

Não se assuste ao ler este absurdo que empresta nome ao título deste 
post.
Infelizmente muitos profissionais Advogados, em meu entendimento, pouco 
conhecedores do assunto, costumam aconselhar clientes a suspender o 
pagamento das prestações a fim de justificar a necessidade de proteção 
judicial nas chamadas AÇÕES REVISIONAIS DE FINANCIAMENTO HABITACIONAL.
Nada mais distante da verdade.
Tal conselho coloca em risco o patrimônio de uma família que, ao 
procurar um profissional para representa-la junto ao Poder Judiciário na 
busca por correções, e reduções, nos valores cobrados através do 
contrato de financiamento, deposita neste, suas esperanças de evitar a 
trágica perda de seu imóvel.
Ações para revisar valores cobrados nos financiamentos tem total amparo 
legal e são medidas que devem ser aplicadas, uma vez avaliado o conteúdo 
do contrato e identificadas irregularidades prejudiciais ao comprador.
Parar de pagar o financiamento não é premissa para o ingresso destas 
ações e, no atual cenário, onde praticamente todos os contratos desta 
espécie são firmados com base na ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA, é uma atitude de 
elevado risco.
Importante observar que muitos mutuários já chegam aos escritórios de 
advocacia com prestações em atraso.
Estamos diante então de uma nova situação que merece socorro urgente, 
através da imediata busca judicial pela proteção do imóvel, enquanto 
distorções identificadas nos contratos são discutidas em litígio.
Portanto, as regras a serem seguidas são:
1 – Buscar orientação profissional;
2 – Caso esteja em dia com o pagamento das prestações, o ideal é esperar 
uma decisão judicial, autorizando o depósito de valores menores, 
identificados por cálculos matemáticos, e determinando  a proteção do 
imóvel no curso do processo;
3 – Caso esteja já com prestações em atraso, todas as medidas acima 
devem ser realizadas com a máxima urgência.
Muitas vezes ouvir o que se espera, e aparenta ser mais simples e 
lógico, não condiz com a verdade.
Se o imóvel, que geralmente é o maior patrimônio de uma família, está em 
risco, o correto é buscar assistência profissional com experiência e 
competência confirmadas.
Ronaldo Gotlib
Advogado e Empreendedor Jurídico