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Dr., CUSTA RESPONDER SÓ UMA PERGUNTA?

Como realizo um intenso trabalho de divulgação de Direitos nas mídias sociais, em estrita obediência a meu compromisso profissional, resumido na frase “Direitos, quem conhece, protege” que cunhei e me acompanha já há mais de uma década, recebo diariamente diversas mensagens solicitando o esclarecimento de dúvidas relativas, em especial, a dívidas e proteção jurídica do patrimônio, isto, tanto de pessoas físicas, quanto jurídicas.

Sempre respondo aos que me procuram, explicando que neste universo, nunca se trata de uma simples dúvida, existe a premente necessidade de analisar de modo personalizado todo o contexto, a fim de alcançar preciso parecer sobre os riscos envolvidos e, é claro, as possíveis soluções existentes.

Como segundo passo, uma vez definido este diagnóstico, torna-se crível desenhar uma estratégia adequada, tanto para enfrentar os adversários, quanto para proteger o patrimônio, bens e recursos financeiros, envolvidos.
Alguns, após uma resumida explicação dos passos acima, lançam a pergunta, que empresta nome ao título deste pequeno artigo: “Dr., custa responder só uma pergunta”.

Minha vontade é responder que sim, custa. Custa os cinco anos dentro de uma faculdade, alguns outros dedicados a estágio; Custa todo o investimento em livros e cursos de aprimoração; Custa disponibilizar todo o conhecimento e experiência adquiridos em quase 25 ( vinte e cinco )anos de intensa atividade profissional; mas, custa, principalmente, saber que, no tempo dedicado a uma consulta, eu consigo trazer tranquilidade aos clientes, demonstrando que existem sempre soluções e que estas, na maioria das vezes, são bem mais simples e acessíveis do que eles imaginavam.

Mas na verdade, respiro e deixo esta vontade passar, optando por informar que a consulta, é o primeiro passo a ser dado e que, somente após a realização deste encontro, estarei apto a orientar o consulente.
Aos que insistem, de modo geral informando que já procuraram outros advogados, que não precisaram pagar consulta e que eles forneceram, de imediato, o valor dos honorários.

Respondo que cada um tem sua metodologia e que do meu sistema e qualidade de trabalho oferecido não abro mão. Até mesmo por que, são inúmeros os casos que ouvi clientes sobre outros profissionais que, pouco tempo após a apresentação de parcos, mas atrativos, honorários inicias, ou da promessa de cobrança destes, apenas no futuro, e em caso de sucesso obtido, foram cobrados de valores não ajustados em razão da percepção daquele profissional de que o “caso era mais complicado do que ele imaginou”(?).

Na minha opinião, apresentar honorários sem conhecimento aprofundado de qualquer problema jurídico, pode ser ilustrado, de modo caricaturado, como um paciente que liga para o médico informando que está com dor no estomago e aquele já apresenta os custos para a realização de uma cirurgia.
Para encerrar, e não parecer que somente trabalho por dinheiro, vez que tenho muito apreço pelo exercício de minha profissão, importa ressalvar que atendo muitas das pessoas que me procuram de modo absolutamente gratuito, orientando o caminho a ser seguido e, em alguns casos, passando a representa-los gratuitamente.

Já me aborreci muito com esta pergunta, que considero uma falta de respeito, mas hoje, acho que por conta do passar dos anos, quando insistem nesta hipótese, opto por desejar sucesso e encerrar o diálogo.